PRÊMIO REVISTA GOLF DIGEST

Nesta edição, vou pular o assunto PAN 2007, já que os jogos ainda não começaram. Vou voltar a este assunto na próxima edição, quando os jogos já estarão concluídos para eu poder fazer uma análise de todo o evento na parte dos esportes que envolvem gramados esportivos. É com muita satisfação que recebi a notícia no início de maio, que o ITANHANGA GOLFE CLUBE foi o único clube do Brasil a estar incluído na lista dos 100 melhores campos de golfe fora dos USA e o primeiro do Brasil no ranking da revista GOLF DIGEST para o biênio 2007/2008. Dou consultoria a este clube há mais de 10 anos. Quanto a revista, para aqueles que não sabem, ela é a mais importante dos USA em matéria de golfe. Sei que há contestação por parte de diversas pessoas de outros clubes contra o resultado, mas o que vale é o que está escrito. É como o caso do gol 1000 do Romário, onde muitos contestam os números, mas o que vale é que a FIFA reconheceu e ponto final.

Não existe nenhuma mágica para alcançar este resultado, mas sim muita dedicação, implantação de novas tecnologias usadas no exterior e vontade de cada vez deixar o campo melhor. É necessário que além da consultoria técnica, haja um bom agrônomo (greenkeeper) no dia-a -dia das atividades do campo, funcionários dedicados e uma diretoria com a cabeça voltada para o campo, dando suporte financeiro para uma boa manutenção e novos investimentos.

O ITANHANGÁ GC é um clube com 27 buracos, com mais de 70 anos de construção, situado numa área nobre da Barra da Tijuca , com mais de 700 sócios. Quando o clube foi construído não existiam, principalmente no Brasil, as técnicas avançadas usadas hoje em construção de campos de golfe. O que tem sido feito nestes últimos 10 anos é a implantação de novas tecnologias na manutenção, como fertilizantes modernos (liberação lenta), defensivos específicos, aerificação, topdressing, vertcutting, etc... e a aquisição de novas máquinas e equipamentos que dão uma grande qualidade final ao campo.

Com relação a reformas no campo, o que de principal tem sido feito nestes últimos anos, é a reforma dos greens. Como o campo foi construído há muitos anos, os greens não tinham a drenagem adequada, solo ruim e grama errada. Nos últimos tempos, temos reformado em média 2 greens por ano, fazendo a construção segundo a recomendação da USGA(United State Golf Association) no que se refere a drenagem e topsoil, uma boa irrigação e a utilização da grama certa: até o momento tem sido a Tifton Dwarf. Hoje, dos 18 buracos principais do campo, já temos 16 greens reformados, devendo completar os 18 no próximo ano. Muitos tees estão sendo reformados e ampliados, já que a freqüência de jogos vem aumentando a cada ano.Muitas bancas vem sendo reformadas, modificadas e outras sendo feitas com o intuito de deixar o campo mais desafiador. Ainda temos muita coisa a fazer, pois campo de golfe antigo parece nunca estar totalmente pronto. O que visamos sempre é que ele esteja cada vez melhor.

Paulo Antonio Azeredo Neto

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